Laser navegado para retina chega ao SUS em marco nacional
- Redação RetiNews

- 1 de jul.
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No dia 2 de junho, o Prof. Dr. Rodrigo Jorge realizou o primeiro tratamento no Brasil com a nova tecnologia de laser navegado para retina. O procedimento foi realizado no HCFMRP-USP, que passou a oferecer pelo SUS o sistema Aglaia 577, da Robotrak.
O equipamento instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP é o primeiro da empresa Robotrak fora da China. A chegada dessa tecnologia ao serviço público brasileiro marca um avanço importante para o tratamento das doenças da retina, com integração entre precisão terapêutica, planejamento digital, segurança e documentação dos procedimentos.
Primeiro caso tratado
O primeiro caso tratado foi uma TELCAP, telangiectasia capilar retiniana, com pequena lesão próxima à fóvea. Com apenas três disparos, o laser atingiu a área planejada com alto grau de precisão.
Em lesões próximas à fóvea, a precisão do planejamento e da aplicação é um ponto essencial. O laser navegado permite orientar o tratamento com maior controle espacial, o que pode ampliar a segurança em casos selecionados e favorecer o registro detalhado da conduta adotada.

O que muda com o laser navegado
O sistema Aglaia 577 permite planejar digitalmente o tratamento, acompanhar a aplicação em tempo real e documentar o procedimento com maior precisão. Esse conjunto de recursos fortalece a assistência, mas também amplia as possibilidades de ensino e pesquisa em retina.
No treinamento médico, a tecnologia muda a forma de ensinar o tratamento a laser da retina. O procedimento pode ser observado em tempo real pelos alunos, revisado posteriormente e analisado de modo mais objetivo. O aprendizado deixa de depender apenas da observação direta e passa a contar com registro, mensuração e reprodutibilidade.

Impacto para pesquisa e formação médica
Para a pesquisa especializada, o laser navegado abre espaço para avaliar parâmetros de tratamento, comparar respostas terapêuticas, revisar condutas e estudar casos com maior rigor. A documentação integral do procedimento permite transformar a prática assistencial em uma base mais estruturada para produção científica.
Essa capacidade é especialmente relevante em um centro universitário, onde assistência, ensino e investigação científica precisam caminhar juntos. A chegada do equipamento ao HC-FMRP-USP fortalece a formação em retina e cria novas oportunidades de desenvolvimento tecnológico aplicado à saúde visual.

Um avanço para o SUS
Mais do que uma conquista tecnológica, o novo laser navegado representa um avanço para a assistência pública especializada. A incorporação de uma tecnologia de alta precisão no cuidado de pacientes do SUS amplia o acesso a recursos modernos e reforça o papel dos hospitais universitários na inovação em saúde.
A instalação foi acompanhada pelo CEO e fundador da Robotrak e pelo médico da empresa, que vieram ao Brasil para acompanhar a implantação do equipamento e o treinamento da equipe. O registro marca um momento histórico para a retina no Brasil.
O primeiro tratamento brasileiro com o sistema Aglaia 577 da Robotrak simboliza a chegada de uma nova etapa no tratamento das doenças da retina no SUS. A combinação entre laser navegado, planejamento digital, documentação detalhada e treinamento estruturado pode beneficiar pacientes, residentes, fellows e pesquisadores.
Para o RetiNews, este marco expressa a convergência entre assistência pública, inovação tecnológica, educação médica e ciência aplicada à retina.





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